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Tarifas recíprocas: por que o dólar cai e a bolsa brasileira se segura após o ‘tarifaço’ de Trump

Nos EUA, a situação é ainda pior: o índice Dow Jones caía 3,47%, o S&P 500, 4,25%, e o Nasdaq recuava 5,33%.

Publicada em 03/04/25 às 14:54h - 41 visualizações

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Tarifas recíprocas: por que o dólar cai e a bolsa brasileira se segura após o ‘tarifaço’ de Trump
 (Foto: saltodelguairaaldia.com)

No dia seguinte ao anúncio das esperadas tarifas recíprocas pelo presidente dos Estados UnidosDonald Trumpos mercados financeiros globais estão em polvorosa.

O dólar é um dos ativos mais afetados. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana em relação às principais moedas do mundo, está em forte queda. Por volta das 15h30, o índice caía cerca de 1,50%, atingindo a menor cotação desde setembro. No Brasil, o dólar tinha baixa de 1,32%, a R$ 5,62.

As principais bolsas de valores do mundo registram fortes quedas. Na Ásia, os mercados fecharam em baixa, com destaque para recuo de quase 3% no Japão. A Europa teve o mesmo desfecho, com quedas na casa dos 3%.

Nos EUA, a situação é ainda pior: o índice Dow Jones caía 3,47%, o S&P 500, 4,25%, e o Nasdaq recuava 5,33%.

A queda no dólar e recuo das bolsas é consequência da expectativa de que as tarifas de Trump podem levar os EUA a uma recessão econômica. Tarifas maiores também devem encarecer produtos que chegam aos EUA, subindo o preço de insumos para a produção de bens e serviços no país. É um cenário que reduz o lucro das empresas e piora a inflação.

Na contramão do mercado global, o Ibovespa, principal índice de ações da bolsa brasileira, opera quase estável, mas sustenta os 131 mil pontos. A avaliação de analistas é de que as taxas anunciadas para o Brasil, de 10%, foram as menores do tarifaço.

Além disso, as tarifas podem abrir portas para exportadores brasileiros, que podem ganhar espaço com novos parceiros comerciais.

Entenda abaixo os motivos por trás da queda do dólar e alta do Ibovespa.

5 perguntas e respostas rápidas sobre o tarifaço de Trump

Dólar em queda, com medo de recessão no radar

Os agentes do mercado financeiro reagiram mal às tarifas anunciadas por Trump, pois há uma grande expectativa de que essas taxas possam levar o país a uma recessão.

Especialistas ouvidos pelo g1 explicam que o impacto das tarifas será sentido em duas áreas:

  • Primeiro, as taxas maiores devem gerar mais inflação;
  • Depois, a uma queda na atividade econômica.

As regiões que receberam as maiores tarifas dos EUA foram Ásia e Europa, porque são as regiões com as quais os EUA têm os maiores déficits comerciais, pontua o economista Paulo Gala, do Banco Master. (veja a lista abaixo)

O especialista explica que muitos desses países se especializaram na produção de certos produtos e têm grande presença no mercado americano, como chips taiwaneses e bebidas europeias.

Como o mercado americano consome muitos desses produtos importados, a cobrança das tarifas — que variam de 10% a 50% — deve causar um grande choque inflacionário no país.

Tanto os produtos que chegam prontos aos EUA quanto os insumos usados em várias cadeias produtivas ficarão mais caros devido às tarifas, e esse aumento de custo será repassado ao consumidor.

Após esse choque inicial, especialistas acreditam que o consumidor americano reduzirá seus níveis de consumo devido ao aumento dos preços.

Com as empresas enfrentando dificuldades para produzir bens e serviços, com insumos mais caros e redução do consumo, os EUA podem passar por um período de desaceleração econômica e até enfrentar uma recessão.

A perspectiva de recessão faz os investidores acreditarem que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) iniciará um ciclo de cortes nas taxas de juros em breve.

Isso ocorre porque, quanto maiores os juros, mais caro fica o crédito para empresas e população, reduzindo ainda mais o nível de investimentos em produção e consumo. Assim, o mercado espera esses cortes para que a desaceleração econômica no país não seja tão intensa.

"Os investidores (já estão) passando a precificar até três cortes na taxa básica de juros dos Estados Unidos ainda neste ano", afirma Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Reaserach. Hoje, os juros estão entre 4,25% e 4,50% ao ano.

Juros menores nos EUA reduzem a competitividade do país no cenário de ativos internacionais, pois servem de referência para a rentabilidade dos títulos públicos americanos. Esse conjunto de expectativa de recessão e juros menores é responsável pela queda do dólar no mundo neste pregão, explica Sung.

Além disso, André Valério, economista do Inter, destaca que o diferencial de juros entre Brasil e EUA também beneficia a moeda brasileira em detrimento do dólar. A Selic, taxa básica de juros brasileira, está em 14,25% ao ano e ainda há perspectiva de pelo menos mais uma alta — ao contrário das baixas esperadas nos EUA.

Com isso, a rentabilidade dos títulos públicos brasileiros torna-se muito mais atrativa do que a dos americanos, privilegiando os investimentos no país e contribuindo para a valorização do real.

Bolsa brasileira em alta, na contramão do resto do mundo

Enquanto as bolsas asiáticas e europeias registram quedas de mais de 3% em alguns casos, o Ibovespa está em alta. Por volta das 13h30, o índice caía apenas 0,06%.

O analista financeiro Vitor Miziara explica que a razão para esse movimento oposto é simples: o Brasil recebeu a menor tarifa apresentada por Trump, de 10%.

"Brasil pode ser um belo beneficiado por ter uma das menores tarifas em relação a todos emergentes e exportadores para os EUA e isso pode beneficiar o mercado", diz Miziara.

Com taxas menores do que outros exportadores, os produtores americanos que importam produtos e insumos podem buscar fornecedores brasileiros e fechar mais negócios com o país, já que a tarifa menor torna a importação mais barata.

Da mesma forma, outro país que também recebeu tarifas de 10% e está em alta nos mercados, embora em menor proporção que o Brasil, é o Chile.

Além de poder exportar mais para os EUA, especialistas acreditam que, com as tarifas anunciadas por Trump para outras regiões, o Brasil também pode ter mais facilidade para negociar com outros parceiros comerciais.

Em entrevista à GloboNews, Carlos Frederico Coelho, professor de Relações Internacionais da PUC-RJ, explicou que, apesar de não serem ideais, as tarifas podem abrir novos caminhos para o Brasil.

"O Brasil não foi um dos mais prejudicados, primeiramente. A maior concentração é em relação à China, e isso deve abrir algumas oportunidades específicas para a indústria brasileira", pontua Coelho. "“O efeito que isso tem ou pode ter é abrir novos mercados, que estão sendo afetados por essas novas tarifas, para produtos brasileiros. Ganhos setoriais são possíveis para o Brasil".

Veja todas as tarifas anunciadas por Trump aos países:

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